Livro sobre Aqüífero Guarani é lançado em Itaipu com patrocínio da Fundação Roberto Marinho.

Reservatório é um dos maiores mananciais de água subterrânea do mundo.

O livro Aqüífero Guarani: A Verdadeira Integração dos Países do Mercosul, de autoria dos biólogos Nadia Rita Boscardin Borghetti e José Roberto Borghetti, e o geólogo Ernani Francisco da Rosa Filho, foi lançado nesta quarta-feira (11), em Foz do Iguaçu (PR), no Centro de Recepção de Visitantes da Itaipu Binacional. Em breve, o livro será lançado em Curitiba e outras cidades.

A obra trata do Aqüífero Guarani - formação geológica do subsolo, constituída por rochas permeáveis, que armazenam água em seus poros - é um dos maiores reservatórios de água subterrânea do mundo, cobrindo uma superfície de quase 1,2 milhões de quilômetros quadrados. Ele está inserido na Bacia Geológica Sedimentar do Paraná, localizada na Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, constituindo-se a principal reserva de água subterrânea da América do Sul.

O livro é fruto da associação de conhecimentos de três pesquisadores inquietos e preocupados com o advento de uma crise mundial de água. Eles alertam sobre a importância de toda sociedade se engajar em uma ação permanente de conscientização em favor do uso racional e da preservação de seus mananciais - subterrâneos e de superfície. Segundo eles, essa crise seria mais complexa do que a energética. Ao contrário da energia elétrica, água é insubstituível.

A solenidade foi prestigiada por ilustres convidados: o presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, o secretário nacional de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, João Bosco Senra, o representante para a América Latina da Organização dos Estados Americanos (OEA), Jorge Rucks, e o presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas, Joel Felipe Soares, pesquisadores e prefeitos dos 28 municípios da Bacia do Paraná.

A Itaipu Binacional, por sua vez, esteve presente através de seus diretores-gerais (Brasil e Paraguai), Jorge Samek e Victor Bernal Garay, sua diretora-financeira executiva, Gleisi Hoffmann, seu diretor-jurídico, João Bonifácio Cabral Júnior, seu diretor-técnico executivo, Antonio Otélo Cardoso, e seu diretor de coordenação, Nelton Friedrich.

O livro - patrocinado pela Fundação Roberto Marinho e apoiado pela Itaipu Binacional - será lançado, também, em espanhol, em Assunção (Paraguai), dentro de quatro meses.
Segundo Nadia Rita Boscardin Borghetti, “quando o livro ficou pronto, percebemos que tínhamos pela frente um grande desafio: difundir sua mensagem e atrair homens, mulheres, idosos, jovens e, especialmente crianças para um movimento em favor da vida. Afinal, água é vida!”.



Fundação Roberto Marinho


Ao agradecer à Fundação Roberto Marinho pelo patrocínio, Nadia Boscardin Borghetti citou trechos de um discurso proferido pelo presidente José Roberto Marinho, em dezembro de 1993, na abertura do Simpósio Internacional sobre Aspectos Ambientais da Bacia do Prata, ocorrido em Foz do Iguaçu. Disse ela: “Em seu discurso, você disse que a consciência ecológica da humanidade até então tinha sido estimulada pelos grandes desastres ambientais, e que as organizações não-governamentais fizeram o trabalho de base, transformando a consciência em ação”.

Para Nadia, “nessa recapitulação da trajetória ambientalista, você (José Roberto Marinho) levantou um aspecto fundamental: o do relacionamento entre imprensa, organizações não-governamentais, pesquisadores, empresários e políticos. O empresário acha que o pesquisador não tem senso prático, e que o ambientalista é contrário ao desenvolvimento. O pesquisador e o ambientalista acham que o empresário visa apenas o lucro, e a imprensa tem que ser imparcial, porém desconfiando de todo mundo”.

“ Nesse conflito de interesses”, destacou ela, “você se colocava numa situação delicada por desempenhar os três papéis: o de jornalista, empresário e ambientalista. Porém, o que tem ficado evidenciado é o quão sabiamente você tem administrado essas três posições. Um exemplo disso, ficou demonstrado com apoio da Fundação Roberto Marinho (representada por sua pessoa) na elaboração do nosso livro. Você é um AMBIENTALISTA consciente do seu papel por compreender o quanto o tema água é complexo e importante, já que trata da vida, sendo sua preservação fundamental; você é um JORNALISTA comprometido com as causas ambientalistas por compreender a importância de informar para despertar a consciência ecológica; você é um EMPRESÁRIO moderno, de mente arejada, que compreende o quanto é essencial a pesquisa e a iniciativa privada caminharem juntas”.

“ Nesse apoio as três figuras se fundem em favor do desenvolvimento sustentável e da preservação ambiental”.

Para José Roberto Borghetti, o livro traz informações importantes sobre o aqüífero, que ainda é pouco conhecido. “A nossa preocupação é revelar aspectos gerais sobre a sua extensão, características geológicas e hidroquímicas, e as aplicações do seu geotermalismo na agropecuária, na indústria e no turismo hidrotermal”, disse.

Para Ernani Francisco da Rosa Filho, o lançamento do livro permitiu um fato inédito. Reunir o secretário nacional de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, João Bosco Senra e o presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas, Joel Felipe Soares, demonstrando o reconhecimento da importância das águas subterrâneas no contexto dos recursos hídricos.
De acordo com Jorge Samek, o livro representa uma grande contribuição para a sociedade, "porque retira da academia o conhecimento sobre um assunto tão importante para levá-lo à sociedade”.

José Roberto Marinho frisou que a discussão sobre o aqüífero "é relevante para toda a sociedade, porque a água é o tema mais importante na atualidade". Ele e os autores do livro elogiaram o Programa Cultivando Água Boa, de Itaipu. “Esse programa está passos adiante de qualquer outro projeto do gênero, porque conscientiza a comunidade no sentido de se preservar a água em conjunto”, disse José Roberto Marinho.


ASSESSORIA DE IMPRENSA - MACEDO, Euricles C.

macedojornal@terra.com.br

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