
Exemplos
resumidos do conteúdo do livro: |
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| 1 ORIGEM
E DENOMINAÇÃO |
As
regiões do aqüífero compunham
um deserto pré-histórico. Com o passar
do tempo, os ventos acumularam grandes depósitos
arenosos (na Bacia Sedimentar do Paraná),
representando um extenso campo de dunas que foi recoberto
por um dos mais volumosos episódios de vulcanismo
intracontinental do planeta, cuja lava solidificada
originou a Formação Serra Geral, que
vem a ser uma capa protetora do Aqüífero
Guarani. Esses mecanismos geológicos é que
originaram as rochas (formações geológicas),
em cujos poros armazenam-se as águas do Aqüífero
Guarani.
O termo Guarani foi sugerido pelo geólogo Danilo
Antón em uma conversa informal com os colegas
Jorge Montaño Xavier e Ernani Francisco da Rosa
Filho, geólogos da Universidad de la Republica
do Uruguai e Universidade Federal do Paraná, respectivamente,
em 1994, e aprovado com o respaldo dos quatro países
em uma reunião em Curitiba, em maio de 1996. O
objetivo era unificar a nomenclatura das formações
geológicas que formam o aqüífero,
e que recebem nomes diferentes nos quatro países
e, simultaneamente, prestar uma homenagem aos índios
guaranis que habitavam a área de sua ocorrência,
na época do descobrimento da América.
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| 2 GEOGRAFIA |
O
Guarani é um dos maiores aqüíferos
do mundo, cobrindo uma superfície de quase
1,2 milhões de km².
Está inserido na
Bacia Geológica Sedimentar do Paraná,
localizada no Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina,
e constitui a principal reserva de água subterrânea
da América do Sul, com um volume estimado
em 46 mil km³.
A população atual na área de ocorrência
do Aqüífero Guarani está estimada
em aproximadamente 29,9 milhões de habitantes.
Nas áreas de afloramento a população é de
cerca de 3,7 milhões de pessoas (12,5 % do total).
Do total de sua área (1.195.500 km²),
12,8% estão representados pelas zonas de afloramento,
ou seja, 153 mil km² (ANA, 2001), sendo que
67,8% (104 mil km³)
localizam-se no Brasil; 30,1%, no Paraguai
e 2,1%, no Uruguai. Até o presente momento
não foram identificadas áreas de
afloramento na Argentina.
A área do Guarani, na Argentina, é de
225.500 km²; no Paraguai é de 71.700
km²,; no Uruguai é de 58.500 km²
, e no Brasil é de
840 mil km² (ARAÚJO et al., 1995), espalhando-se
pelo subsolo de oito estados (Mato Grosso, Mato Grosso
do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo,
Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul)
num total de 70,2% da área total do aqüífero.
A área de ocorrência do Guarani caracteriza-se
por concentrar as zonas agropecuárias mais
importantes de cada país. Além disso,
a região caracteriza-se por terras férteis
e solos com altos índices de produtividade
onde são desenvolvidas as culturas de soja,
milho, trigo, cevada, sucro-alcooleira, etc., e com
excelente potencial de desenvolvimento da pecuária
de corte de grande diversidade de raças, além
de uma indústria bastante diversificada, destacando-se
a automobilística e a de beneficiamento de
produtos agropecuários (agroindústria
- frigoríficos, laticínios).
SUB-ITENS
COMPLEMENTARES DESTE
TÓPICO
(CONTEÚDO
EXCLUSIVO DO LIVRO)
1 Origem e Denominação
2 Geografia
2.1
Localização e Área
2.1.1 Localização, área e aspectos
socioeconômicos da área de abrangência do Aqüífero Guarani na Argentina
2.1.2 Localização, área
e aspectos
socioeconômicos da área de abrangência do Aqüífero
Guarani no Paraguai
2.1.3 Localização, área
e aspectos
socioeconômicos da área de abrangência do Aqüífero
Guarani no Uruguai
2.1.4 Localização, área
e aspectos
socioeconômicos da área de abrangência do Aqüífero
Guarani no Brasil
2.2 Zonas climáticas
2.3 Hidrografia
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| 3 CARACTERIZAÇÃO
GEOLÓGICA |
O
Aqüífero Guarani é constituído
de várias rochas predominantemente arenosas,
que foram sedimentadas em ambiente flúvio-lacustres
e eólicas do Triássico e do Jurássico.
Os estratos do Triássico encontram-se na base
do aqüífero e correspondem às
unidades correlatas às Formações
Pirambóia e Rosário do Sul, no Brasil
e Buena Vista, no Uruguai. Os estratos do Jurássico
encontram-se no topo do aqüífero e correspondem às
unidades correlatas da Formação Botucatu
(no Brasil), Misiones (no Paraguai) e Tacuarembó (no
Uruguai e na Argentina).
SUB-ITENS
COMPLEMENTARES DESTE
TÓPICO
(CONTEÚDO EXCLUSIVO DO LIVRO)
3.1 Bacia Sedimentar do Paraná
3.2 Aqüífero Guarani
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| 4 CARACTERÍSTICAS
GERAIS |
O
Guarani é um
aqüífero do tipo poroso e confinado por
cerca de 90% da sua área total. Ele encontra-se
recoberto pelas espessas camadas de rochas basálticas
da Formação Serra Geral.
De acordo com Araújo et al. (1995), a espessura
total do Aqüífero Guarani varia de valores
superiores a 800 metros (Alegrete, RS) até a ausência
completa em áreas internas da bacia (Muitos Capões,
RS).
O confinamento do aqüífero impõe condições
de surgência natural (artesianismo) a partir de
algumas dezenas de quilômetros de distância
das áreas de afloramento. A explotação
da água através de poços profundos
permite a extração por unidade de captação
de até 1.000.000 L/h (1.000 m³/h),
como por exemplo, em um no município de Pereira Barreto (SP), (GUALDI,
1999).
Nas áreas de maior confinamento, as águas
do Guarani não são, sem tratamento, adequadas
para o consumo humano devido ao elevado teor de sólidos
totais dissolvidos, bem como por causa de uma concentração
elevada de sulfatos e presença de flúor
acima dos limites recomendáveis.
Segundo Araújo et al. (1995), a temperatura média
da água do manancial é de 25ºC a 30oC,
podendo alcançar temperatauras mais elevadas que
variam de 30 e 68ºC.
SUB-ITENS
COMPLEMENTARES DESTE
TÓPICO
(CONTEÚDO EXCLUSIVO DO LIVRO)
4.1 Espessura
4.2 Zonas de Recarga e Descarga
4.3 Direção de Fluxo da Água
4.4 Características Hidrodinâmicas ou hidráulicas
4.5 Volume da Água
4.6 Qualidade da Água
4.7 Temperatura da Água
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| 5 USO
DO AQÜÍFERO GUARANI |
O
uso mais intensivo das águas extraídas do Guarani está concentrado
em território brasileiro, com uma maior diversidade
de aplicações (abastecimento público,
turismos termal, irrigação, etc.). Já,
nos demais países, o principal uso se baseia
no hidrotermalismo com fins recreativos e de hidroterapias.
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6 VULNERABILIDADE
DO AQÜÍFERO GUARANI
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| O
Aqüífero Guarani sendo constituído
por arenitos relativamente permeáveis, devido à sua
origem fundamentalmente eólica, apresenta na sua
zona de recarga a maior vulnerabilidade à contaminação.
A vulnerabilidade do Guarani diminui à medida
que a formação se aprofunda e adquire condições
de confinamento, subjacente aos basaltos da Formação
Serra Geral. Um dos principais problemas existentes com
relação à exploração
das águas do Guarani é o risco de deterioração
do aqüífero, em decorrência do aumento
dos volumes explotados e do crescimento das fontes de
poluição pontuais e difusas (ARAÚJO
et al., 1995). |
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| 7 HISTÓRICO
DE USOS COMPARTIDOS |
O
conceito inicial e informal de um projeto que envolvesse
os quatro países ocorreu por ocasião
do Congresso da Associação Latino-Americana
de Hidrologia Subterrânea para o Desenvolvimento
(ALHSUD), em 1992, pelos professores de hidrogeologia
Ernani Francisco da Rosa Filho, da Universidade Federal
do Paraná (UFPR) - Brasil, e Jorge Montaño
Xavier, da Universidad de la Republica Oriental Del Uruguai
(UDELAR) - Uruguai. Essa idéia foi a base para
tranformar-se no atual projeto denominado Proteção
Ambiental e Gerenciamento Sustentável Integrado
do Sistema Aqüífero Guarani, com recursos
doados pelo Banco Mundial (BIRD) por meio do Global Environment
Facility (GEF).
Chamava-se a atenção, na época,
para a importância do seu uso no desenvolvimento
socioeconômico não somente no Brasil, mas
também no Uruguai, Argentina e Paraguai. Sendo
assim, o objetivo era o de contribuir diretamente com
a sociedade, com a possibilidade de uma nova alternativa
de captação de água potável
para o consumo humano e também para outros fins,
utilizando menos recursos financeiros e num espaço
de tempo menor, de modo a acelerar o desenvolvimento
(abastecimento público, industrial, geração
de empregos, etc.) nas regiões onde ocorre o aqüífero. |
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GEOPOLÍTICA |
| O
Aqüífero Guarani representa, para os autores,
o verdadeiro agente integrador dos países do
Mercosul, pois, acima das questões políticas,
econômicas e diplomáticas, este manancial
une geograficamente Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. |
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O
AQÜíFERO DESVENDADO |
| As
informações ao lado representam apenas
uma singela parcela do vasto conteúdo abordado
no livro. |
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| Um
completa fonte de informação e consulta, representando
um "apelo da natureza" para a preservação de seus
recursos hídricos e da vida. |
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PLANEJAMENTO
DIDÁTICO |
| Agregam-se
nesta obra, informações gerais sobre a disponibilidade
e o uso da água no mundo, além das informações mais
importantes sobre o Aqüífero Guarani, como os aspectos
gerais sobre sua extensão, características geológicas
e hidroquímicas, e as aplicações do seu geotermalismo
na agropecuária, na indústria e
no turismo
hidrotermal. |
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Conceitos
básicos de águas subterrâneas e aqüíferos, além de
um glossário, objetivam facilitar a compreensão do
assunto para aqueles leitores que não estão familiarizados
com o tema.
Uma lista com a relação dos municípios
localizados sobre o Guarani e o mapa esquemático do
mesmo em lâminas de acetados também são apresentados. |
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ILUSTRAM
O LIVRO: |
| 01.
Infográficos |
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| 02.
Cortes tridimensionais |
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| 03.
Gráficos tridimensionais |
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| 04.
Mapas Detalhados |
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| 05.
Transparências em acetato |
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